08/03/2025
"Onde se ganha o pão, não se come a carne". Eis um ditado antiquíssimo, e que hoje chega com a função de me fazer pagar a língua!!! Muito tempo se passou - quase 5 meses, pra ser mais exata - desde a última vez que escrevi nesse diário. E quando venho, é pra dar a mão à palmatória. algo que não tenho o menor problema em fazer, pois entendo que isso - entre outras coisas - faz parte do processo de crescimento e amadurecimento de qualquer pessoa. E do meu, ainda mais.
Desde que comecei a trabalhar, sempre procurei manter, com as pessoas com as quais trabalho, um relacionamento o mais profissional possível, com todos os colegas; principalmente, os do sexo masculino. Entre as mulheres, sempre observei o comportamento e a forma de agir, antes de levar o relacionamento para além da esfera da empresa; entre os homens, também tive o mesmo cuidado, adicionando um extra: JAMAIS me relacionar emocional e/ou romanticamente com eles, muito menos sexualmente. Isso, porque sempre acreditei no velho e famoso "onde se ganha o pão, não se come a carne", pois sempre tive o receio de como me relacionar com um homem que também é meu colega de trabalho, seja em que nível fosse, poderia impactar no meu trabalho, bem como na minha relação com ele dentro do ambiente profissional.
Até conhecer um homem que, tão logo bati os olhos nele, senti que mudaria muitas coisas pra mim nesse sentido, caso tivesse com ele uma aproximação além daquela exigida pelo trabalho, e no ambiente profissional. Mesmo assim, deixei que a aproximação acontecesse, e nesse momento, as mudanças começaram sem que eu desse a devida atenção a elas; e foram avançando sem que eu tomasse conhecimento da velocidade delas.
Tivemos uma primeira conversa fora do ambiente de setor de trabalho, mas dentro do local que dividíamos enquanto profissionais. Foi uma experiência incrível, pois além de natural, a aproximação se deu pelos motivos que mais me pegam: inteligência e afinidade de ideias e gostos. Ele é super inteligente, pensamos de forma semelhante sobre muitas coisas - pelo menos, aquelas que mais importam pra mim -, e temos um gosto em comum, os livros.
Inicialmente, o que foi plantado foi algo mais direcionado à amizade mesmo, e talvez por isso eu não tenha dado a devida atenção ao que senti no começo de tudo. Conversávamos muito e longamente a cada vez que nos cruzávamos, a ponto de eu perder a noção do tempo, e nos tratávamos de uma forma comum entre pessoas que estão construindo uma relação de amizade. Pelo menos, era o que eu pensava, ou queria pensar. Hoje, depois do que aconteceu entre nós - e sobre o qual não comentarei com NINGUÉM - sei que não era bem isso.
Nos encontramos - ou melhor, ele me encontrou - casualmente, e o que eu, durante uma vida inteira evitei, aconteceu: tivemos um envolvimento, e foi incrível!!! Ele é um cara que realmente sabe como tratar uma mulher, mesmo quando está tendo com ela algo totalmente casual, como foi o que tivemos. Ainda não sei como será na prática, mas a minha intenção é manter nossa relação de amizade como se nada tivesse acontecido, pois não quero perder o que temos de melhor: a amizade.
Temos afinidade de ideias e gostos, o que torna a nossa amizade fluida e natural, e não quero que isso se perca. Acredito que vou conseguir, já que, além de não termos qualquer relação hierárquica no trabalho, trabalhamos em setores diferentes - embora eu trabalhe numa área que, eventualmente, exige que eu tenha contato com ele - e não nos vemos com uma frequência que inviabilize um comportamento natural nosso com relação um ao outro.
Realmente paguei minha língua com isso, mas ao mesmo tempo sei que isso não se repetirá com outra pessoa que não e além dele, e por várias razões. O que vivemos foi incrível, ficará guardado num lugar secreto, e já é referência pra mim em vários aspectos. E avida segue!!!