09/06/2026

09 de junho de 2026

 Não mudei e mudei. À primeira vista, pode parecer incoerente e sem sentido, mas quando se desenvolve o pensamento... logo se percebe que sim, faz todo sentido!!!

Há pouco mais de 1 ano, fui "reencontrada" pela grande paixão da minha vida, que fez uma verdadeira "operação de guerra" pra me encontrar. Conversamos, e quando ele finalmente foi na minha casa me ver pessoalmente, a primeira coisa que disse foi: "Você não mudou nada, continua a mesma"; imediatamente respondi: "Mudei, você só não está vendo". E é verdade.

Externamente, eu de fato não mudei, só fiquei mais velha; já internamente... mudei muito!!! Vejo, a mim mesma, aos outros, às coisas e às situações, de forma muito diferente daquela que eu via tempos atrás; a forma de lidar, então... essa, mudou radicalmente: sou menos emocional e mais racional, me protejo e preservo mais, e penso muito mais antes de tomar qualquer decisão. Não que antes eu fizesse coisas no rompante, é só que, o que antes era apenas um pensar, agora é analisar e maturar, antes de "bater o martelo".

Tenho praticamente o mesmo rosto que tinha anos atrás, fora algumas marcas de expressão, mas a casca interior... está bem mais grossa!!! Sigo sensível, emotiva, protetora, prestativa e cuidadora; no entanto, tento escolher melhor a quem entrego essas coisas, e mesmo depois de escolhidas, entrego medindo tudo: a forma, o tempo, a quantidade, e principalmente a intensidade dessa entrega. Me priorizo, e sou capaz de "cortar na minha própria carne", se isso significar bem-estar pra mim; escolho bem as brigas que compro, e me mantenho atenta, pra saber a hora certa de sair; aprendi que existe o tempo de lutar, e a hora de aceitar as coisas como são, e simplesmente deixar que o tempo as ajuste.

Me relaciono com os outros, principalmente amorosamente, de uma maneira muito diferente da que me relacionava antes: dou o melhor de mim, mas não ilimitadamente; observo pra perceber a hora de sair de cena, e saio se precisar. Sei que vou viver a dor e o luto dos términos, mas também sei que durarão o tempo que tiverem que durar, e que sairei viva no final, ainda que com rachaduras.

E por falar em rachaduras... elas fazem parte de quem sou e de quem ainda serei, e estão entre os meus maiores motivos de orgulho. Ostento cada uma delas como um prêmio, um lembrete de que, graças a elas, sou forte e aguento o que vier pela frente.

06/04/2026

06/04/2026

 Limites... Uma palavra pequena, mas que significa tanto, e faz tanta diferença na vida!!!

Impor limites, em todas as relações e situações, é antes de tudo definir até onde nós mesmas somos capazes de ir e conseguimos aguentar, segurar a onda sem perder o controle. Mesmo assim, é muito difícil de fazer, porque é difícil, também, de identificar. Pelo menos, quando não nos conhecemos.

Durante uma vida inteira, eu não soube quais eram os meus limites pois, como não sabia quem eu era, como eu podia saber até onde era capaz de ir, o quanto conseguia aguentar e segurar a onda? O resultado, foi toda uma vida de desrespeitos, desgastes e sofrimento. Mas o jogo virou quando realmente decidi me conhecer, e hoje, numa conversa com alguém de quem gosto muito, me dei conta disso.

Levantei a questão de limites com ele, e imediatamente percebi que, quanto mais o tempo passa, mais conheço os meus, por mais que eles mudem e/ou se autoajustem. Hoje, por mais que eu seja dedicada ao meu trabalho, por exemplo, sei que o limite dessa dedicação vai até onde não interfere, ou invade, minhas maiores prioridades: minha vida pessoal e o meu filho. Exatamente nessa ordem, porque sei que, se não cuido de mim, não consigo cuidar de quem quer que seja.

Isso significa que, qualquer coisa, seja um trabalho, um projeto sendo executado ou uma pessoa, só ocupa o meu tempo até onde não me impede de cuidar de mim mesma e de cumprir meus deveres como mãe, com o meu filho; a partir daí, todo o resto espera. Quem não pode esperar, sou eu e o meu filho.

Claro que existem decisões que preciso tomar, e vou tomar cada uma delas. A diferença entre mim e qualquer outra pessoa, é que só as tomarei, cada qual, em seu devido tempo, que é quando cada limite chegar; nem antes, nem depois. Porque antes, é precipitação; depois, é ferimento desnecessário. E corte que eu mesma produzo, tenho mais controle sobre.

23/02/2026

23/02/2026

 Mais uma festa com direito a feriadão passou, e... muita coisa mudou em mim!!!

Passado o Carnaval, o ano finalmente começou; pelo menos, do ponto de vista do trabalho, estudos e outras atividades práticas. Mas pra mim enquanto pessoa e mulher... NÃO MESMO!!! Claro que eu vinha funcionando um tanto quanto lentamente, já que em janeiro estava de férias do trabalho. Mesmo assim, minha mente seguiu funcionando, e minhas emoções, acontecendo e mudando.

Até que carnaval, a melhor festa do ano em Pernambuco, finalmente chegou, e com ele um feriadão daqueles, propício para diversão e descanso, dependendo de cada pessoa. Quanto a mim, eu tinha planejado passá-lo inteiro lendo e descansando; mas não foi bem assim que as coisas aconteceram. E que bom que não foi!!! Até separei o que eu leria, decidi o que comeria e usaria, e inclusive o que assistiria. No entanto, como nada nunca sai como a gente planeja...

O primeiro "desvio" de rota foi mainha, que do jeito dela sempre me ajuda a ter dias melhores, próximos à perfeição: ela viajou no carnaval, e pediu que eu cuidasse do pet dela, na casa dela. Topei: primeiro, porque gosto dele; segundo porque, como não ia sair mesmo, tudo aconteceria calmamente. Mas que nada!!! Tudo que não teve foi calma, embora externamente a imagem fosse essa: estava lendo, cuidando de um pet, e assistindo TV. E o que assisti foi que abalou a calmaria e mudou algumas coisas em mim. Vi as transmissões do carnaval, que sempre gostei muito, e do nada, me vi emocionada, chorando; pelo menos, assim pensei.

Mas como o choro se repetiu - e em momentos próximos entre si -, logo percebi que algo acontecia, e fui refletir a respeito. Parando pra pensar, logo entendi o que estava acontecendo: algo em mim precisava mudar, não podia continuar como estava. Sempre gostei de gente, de estar e conhecer pessoas: conhecer, conversar, fazer amizades; e ao mesmo tempo, gosto de estar na minha vez ou outra. O que eu vinha errando, até então, era o timing pra cada uma dessas coisas: vinha ficando na minha vezes demais, e interagindo de menos.

Até então, eu acreditava que era necessário, e certamente era, considerando tudo que passei; só errei na dose. Preciso mesmo de momentos comigo mesma, fazendo coisas que gosto; mas isso não precisa eliminar "me levar" para lugares; e era o que eu vinha fazendo, sem nem perceber: estava basicamente saindo apenas com outras pessoas, deixando de sair sozinha. E o carnaval foi o cair dessa ficha, denunciado com o choro.

Saí na quarta-feira de cinzas, sozinha mesmo, ainda que pra econtrar amigos, ainda assim, foi importante, tanto como conquista, quanto como decisão tomada que levarei a cabo a partir de agora. Não deixarei de fazer coisas e ir a lugares por falta de companhia. Afinal de contas, lutei tanto pra me libertar da dependência emocional de um "marido", e estava me colocando novamente no mesmo contexto, dessa vez da companhia de outras pessoas; e graças a isso, estava vivendo menos do que devo e mereço.

E mudei!!! O feriadão passou - e esperei de fato passar, pra que tudo se assentasse em mim -, e eu saí dele outra pessoa: mais forte, mais capaz de tomar decisões e ficar comigo.

08/03/2025

08/03/2025

 08/03/2025


"Onde se ganha o pão, não se come a carne". Eis um ditado antiquíssimo, e que hoje chega com a função de me fazer pagar a língua!!! Muito tempo se passou - quase 5 meses, pra ser mais exata - desde a última vez que escrevi nesse diário. E quando venho, é pra dar a mão à palmatória. algo que não tenho o menor problema em fazer, pois entendo que isso - entre outras coisas - faz parte do processo de crescimento e amadurecimento de qualquer pessoa. E do meu, ainda mais.

Desde que comecei a trabalhar, sempre procurei manter, com as pessoas com as quais trabalho, um relacionamento o mais profissional possível, com todos os colegas; principalmente, os do sexo masculino. Entre as mulheres, sempre observei o comportamento e a forma de agir, antes de levar o relacionamento para além da esfera da empresa; entre os homens, também tive o mesmo cuidado, adicionando um extra: JAMAIS me relacionar emocional e/ou romanticamente com eles, muito menos sexualmente. Isso, porque sempre acreditei no velho e famoso "onde se ganha o pão, não se come a carne", pois sempre tive o receio de como me relacionar com um homem que também é meu colega de trabalho, seja em que nível fosse, poderia impactar no meu trabalho, bem como na minha relação com ele dentro do ambiente profissional.

Até conhecer um homem que, tão logo bati os olhos nele, senti que mudaria muitas coisas pra mim nesse sentido, caso tivesse com ele uma aproximação além daquela exigida pelo trabalho, e no ambiente profissional. Mesmo assim, deixei que a aproximação acontecesse, e nesse momento, as mudanças começaram sem que eu desse a devida atenção a elas; e foram avançando sem que eu tomasse conhecimento da velocidade delas.

Tivemos uma primeira conversa fora do ambiente de setor de trabalho, mas dentro do local que dividíamos enquanto profissionais. Foi uma experiência incrível, pois além de natural, a aproximação se deu pelos motivos que mais me pegam: inteligência e afinidade de ideias e gostos. Ele é super inteligente, pensamos de forma semelhante sobre muitas coisas - pelo menos, aquelas que mais importam pra mim -, e temos um gosto em comum, os livros.

Inicialmente, o que foi plantado foi algo mais direcionado à amizade mesmo, e talvez por isso eu não tenha dado a devida atenção ao que senti no começo de tudo. Conversávamos muito e longamente a cada vez que nos cruzávamos, a ponto de eu perder a noção do tempo, e nos tratávamos de uma forma comum entre pessoas que estão construindo uma relação de amizade. Pelo menos, era o que eu pensava, ou queria pensar. Hoje, depois do que aconteceu entre nós - e sobre o qual não comentarei com NINGUÉM - sei que não era bem isso.

Nos encontramos - ou melhor, ele me encontrou - casualmente, e o que eu, durante uma vida inteira evitei, aconteceu: tivemos um envolvimento, e foi incrível!!! Ele é um cara que realmente sabe como tratar uma mulher, mesmo quando está tendo com ela algo totalmente casual, como foi o que tivemos. Ainda não sei como será na prática, mas a minha intenção é manter nossa relação de amizade como se nada tivesse acontecido, pois não quero perder o que temos de melhor: a amizade.

Temos afinidade de ideias e gostos, o que torna a nossa amizade fluida e natural, e não quero que isso se perca. Acredito que vou conseguir, já que, além de não termos qualquer relação hierárquica no trabalho, trabalhamos em setores diferentes - embora eu trabalhe numa área que, eventualmente, exige que eu tenha contato com ele - e não nos vemos com uma frequência que inviabilize um comportamento natural nosso com relação um ao outro.

Realmente paguei minha língua com isso, mas ao mesmo tempo sei que isso não se repetirá com outra pessoa que não e além dele, e por várias razões. O que vivemos foi incrível, ficará guardado num lugar secreto, e já é referência pra mim em vários aspectos. E avida segue!!!

31/10/2024

31/10/2024

Sigo exausta!!!! Sem conseguir estudar, mal conseguindo ler e escrever, e sem ânimo pra ir a qualquer lugar que seja. Basicamente, estou mantendo o essencial e estritamente necessário funcionando, e de certa forma, muito mal: maternidade, casa, trabalho, e saídas apenas para o essencial, o que significa sair apenas para coisas ligadas a estas atribuições, que tenho e não posso deixar de cumprir.

Fora isso, realmente não estou conseguindo fazer mais nada. Parei de estudar para o concurso cuja prova farei em dezembro, e até poucos dias atrás, estava me sentindo muito culpada por isso, e até pensei em desistir desse meu projeto - os estudos para concurso -, mesmo sendo algo que decidi empreender em prol não apenas de mim, como também do meu filho. Pra ser bem sincera, tinha realmente decidido desistir de toda a luta que venho empreendendo pra aumentar minha renda, e assim proporcionar tranquilidade, segurança, conforto, lazer e prazeres pra mim e pro meu filho, além de mais oportunidades pra nós dois.

Tomei a decisão de parar de lutar há algum tempo, mas algo bem no fundo da minha alma resistia a levar isso a cabo, pois pra mim, era como se eu estivesse sendo uma grande covarde, e isso me envergonhava muito, já que sou filha de uma mulher forte, que NUNCA desistiu de nada na vida dela, quando envolvia seus filhos. Sabendo disso, tinha essa resistência, e por causa dela, realmente não tinha "oficializado" minha desistência ainda; mas não havia dividido minha decisão com ninguém.

Até dois dias atrás, quando resolvi me abrir com uma amiga do trabalho, que é psicóloga, sobre isso. Claro que não falei com ela a esse respeito como terapeuta, e nem poderia; o fiz como uma mulher se abrindo com uma amiga, em busca de conselho, de uma opinião diferente da dela. Conversei, e foi a melhor coisa que fiz, pois ela me trouxe uma perspectiva que provavelmente estava bem diante dos meus olhos, e eu não estava enxergando: a solução NÃO É desistir, É DESCANSAR.

Preciso PARAR um pouco - o máximo possível, pra ser exata -, e me dar o direito de DESCANSAR. O que devo - e vou - fazer é me permitir a pausa da qual tanto estou precisando, já que venho numa correria louca há 2 anos: muitas decisões, mudanças e organizações sem pausa alguma. Decidi, agi, aprendi, reaprendi, fiz tudo. Menos uma coisa: pausar, tanto pra descansar, quanto pra acomodar tudo dentro de mim. E agora, minha mente e corpo estão me cobrando essa conta.

Foquei no autocuidado, sem dúvida, inclusive na saúde mental. Mas e o corpo, como ficou? Até descansei, e achava que era suficiente; mas não era, a insuficiência estava diante de mim, e eu simplesmente não enxerguei, e só segui com a vida, toquei o barco. Os sinais estavam lá, e eu simplesmente não parei, até que a coisa ficou insustentável, e cá estou eu: exausta, e sem condição alguma de nada.

E parei!!!

14/10/2024

14/10/2024

 14 de outubro de 2024


Exausta!!! É assim que estou me sentindo: física, mental e emocionalmente; principalmente emocionalmente, já que, há 2 anos, tomei decisões que mudaram a minha vida, e tive que reaprender muitas coisas. E acredito que, somente agora, estou sentindo os impactos emocionais de tudo isso, e estão vindo com tudo no meu corpo: cansaço, crise de dor (fibromialgia), e muita fadiga.

Estou num ritmo intenso de trabalho desde agosto, trabalhando até tarde quase diariamente, por causa de um projeto no qual estou envolvida na empresa onde trabalho. Juntando-se a isso toda a minha rotina normal, como mãe solo, e os estudos pra concurso, estou simplesmente me sentindo soterrada. Estou tão cansada, que há mais ou menos três semanas não consigo estudar; ler, então, nem se fala. Nem escrever, que amo tanto, estou conseguindo. Há tempos precisava escrever sobre isso, e o cansaço, juntamente com a falta de tempo, não deixavam.

Tudo isso, fora a preocupação: o período de rematrícula escolar do meu filho começou, e ainda não consegui resolver isso, nem sei como vou fazer. A única certeza é de que, mais uma vez, vou arcar com toda a despesa sozinha, já que o pai dele - que está mais pra genitor - não vai contribuir com NADA, pois se nega a fornecer qualquer coisa além da pensão alimentícia, que não cobre 20% da despesa total que tenho com o meu filho, QUE TAMBÈM É DELE; se não é minha mãe e Deus, não sei o que seria.

Preciso aumentar minha renda pra ontem e não sei como, pois não sei fazer nenhuma das coisas que trazem renda extra: não cozinho bem, nem tenho qualquer talento manual; meus talentos são intelectuais, algo pelo qual as pessoas realmente não pagam. Voltei a estudar para concursos públicos, mas cheguei a um ponto tal de exaustão, que nesse momento mal estou conseguindo isso.

NÃO SEI MAIS O QUE FAZER!!!! Por isso mesmo, tenho pensado em parar de lutar, e simplesmente deixar o tempo passar e deixar que ele, sozinho, sem qualquer interferência minha, ajuste as coisas. Não aguento mais tentar, tentar e tentar, e dar errado, ou no mínimo não conseguir. Por isso, estou me preparando pra parar com tudo, e somente deixar que as coisas tomem seu rumo.

23/08/2024

22/08/2024

 22 de agosto de 2024


Realmente, a pior e mais extremamente humilhante e desgastante coisa que há nesse mundo é precisar lutar por um direito dependendo do serviço público!!! Afinal, a maioria dos servidores realmente NÃO É DIGNA de carregar esse título, já que se propôs a trabalhar nessa área apenas pela segurança e estabilidade proporcionadas por estar num lugar do qual não se pode ser demitido, a não ser em situações bastante extremas, e mesmo assim ainda têm o direito de se defender.

No Poder Judiciário, então, a situação é ainda mais humilhante, desumana e degradante, pois seus componentes, totalmente imbuídos e do topo da posição que ocupam, se utilizam disso e de um suposto poder, humilham as pessoas; sobretudo mulheres, na situação em que me encontro. Fui até lá para buscar os direitos do meu filho, e o cumprimento do dever de provê-lo em suas despesas, pelo seu genitor. E saí de lá me sentindo mais rasa que o chão.

Cheguei lá pra dar entrada num pedido de majoração da pensão alimentícia do meu filho, com a intenção de fazer com que esse valor custeie, pelo menos, a mensalidade escolar - numa escola particular, já que a educação pública, no nosso país é de PÉSSIMA QUALIDADE -, uma vez que todo o restante das despesas do meu filho - pra ser mais exata, 80% dela -, é bancada por mim, SOZINHA. E fui "atendida" por um "advogado" que, ao invés de ser profissional e minimamente empático, me atendendo com o cuidado e paciência que são DEVERES DE TODO AGENTE PÚBLICO, colocou suas imensas e pesadas ferraduras pra fora, e jogou-as uma a uma sobre mim.

De entrada, já foi logo usando de seu conhecimento da lei pra me constranger a não buscar os direitos do meu filho, dizendo que a pensão "já está no teto", e que por isso seria "perda de tempo" eu dar entrada na revisão, mesmo minha despesa tendo aumentado. Ironicamente - ele primeiro - me perguntou o quê, "diante disso", eu queria. E quando comecei a explicar, do jeito que tem que ser - já que se trata de um processo bem complicado -, ele não só continuou usando suas ferraduras e me constrangendo - usando da mesma estraégia inicial -, como ficou me interrompendo o tempo todo.

Até soltar a "pérola" que todo advogado homem solta: que já que o valor da pensão alimentícia serve pra cobrir TODAS as despesas da criança, e eu "optei" - como se fosse possível fazer de outra forma - por colocar meu filho numa escola particular, eu que colocasse numa escola pública. Nessa hora, não aguentei, e falei: "Você - não vi motivo pra chamar uma criatura dessa de "senhor" - fala isso porque não é o seu filho". E o show de ferradura seguiu: ele disse que eu "não falasse do filho dele" - mas ele podia falar do meu, e de forma irônica, ainda por cima - me ameaçou de indefeir minha solicitação, me constrangendo novamente.

Perdi o controle e chorei, e falei tudo que estava entalado na minha garganta, inclusive usando termos nada elogiosos, para me referir ao genitor do meu filho - nomeando-o pelo que ele realmente é -. E o tal "advogado" seguiu insensível, sem empatia, grosseiro e constrangedor, com suas ameaças. Iniciou minha ação - a contragosto -, me tratando pior do que um cachorro sarnento. Saí de lá me sentindo um lixo!!!

Chorei muito depois de sair de lá, e reforçando minhas orações a Deus pedindo que aumente meu salário o suficiente pra que eu consiga arcar com TODAS as despesas do meu filho SOZINHA, SEM PRECISAR DE UM CENTAVO daquele pulha, e dessa forma não precisar mais passar por tanta humilhação.

09 de junho de 2026

 Não mudei e mudei. À primeira vista, pode parecer incoerente e sem sentido, mas quando se desenvolve o pensamento... logo se percebe que si...