23/08/2024

22/08/2024

 22 de agosto de 2024


Realmente, a pior e mais extremamente humilhante e desgastante coisa que há nesse mundo é precisar lutar por um direito dependendo do serviço público!!! Afinal, a maioria dos servidores realmente NÃO É DIGNA de carregar esse título, já que se propôs a trabalhar nessa área apenas pela segurança e estabilidade proporcionadas por estar num lugar do qual não se pode ser demitido, a não ser em situações bastante extremas, e mesmo assim ainda têm o direito de se defender.

No Poder Judiciário, então, a situação é ainda mais humilhante, desumana e degradante, pois seus componentes, totalmente imbuídos e do topo da posição que ocupam, se utilizam disso e de um suposto poder, humilham as pessoas; sobretudo mulheres, na situação em que me encontro. Fui até lá para buscar os direitos do meu filho, e o cumprimento do dever de provê-lo em suas despesas, pelo seu genitor. E saí de lá me sentindo mais rasa que o chão.

Cheguei lá pra dar entrada num pedido de majoração da pensão alimentícia do meu filho, com a intenção de fazer com que esse valor custeie, pelo menos, a mensalidade escolar - numa escola particular, já que a educação pública, no nosso país é de PÉSSIMA QUALIDADE -, uma vez que todo o restante das despesas do meu filho - pra ser mais exata, 80% dela -, é bancada por mim, SOZINHA. E fui "atendida" por um "advogado" que, ao invés de ser profissional e minimamente empático, me atendendo com o cuidado e paciência que são DEVERES DE TODO AGENTE PÚBLICO, colocou suas imensas e pesadas ferraduras pra fora, e jogou-as uma a uma sobre mim.

De entrada, já foi logo usando de seu conhecimento da lei pra me constranger a não buscar os direitos do meu filho, dizendo que a pensão "já está no teto", e que por isso seria "perda de tempo" eu dar entrada na revisão, mesmo minha despesa tendo aumentado. Ironicamente - ele primeiro - me perguntou o quê, "diante disso", eu queria. E quando comecei a explicar, do jeito que tem que ser - já que se trata de um processo bem complicado -, ele não só continuou usando suas ferraduras e me constrangendo - usando da mesma estraégia inicial -, como ficou me interrompendo o tempo todo.

Até soltar a "pérola" que todo advogado homem solta: que já que o valor da pensão alimentícia serve pra cobrir TODAS as despesas da criança, e eu "optei" - como se fosse possível fazer de outra forma - por colocar meu filho numa escola particular, eu que colocasse numa escola pública. Nessa hora, não aguentei, e falei: "Você - não vi motivo pra chamar uma criatura dessa de "senhor" - fala isso porque não é o seu filho". E o show de ferradura seguiu: ele disse que eu "não falasse do filho dele" - mas ele podia falar do meu, e de forma irônica, ainda por cima - me ameaçou de indefeir minha solicitação, me constrangendo novamente.

Perdi o controle e chorei, e falei tudo que estava entalado na minha garganta, inclusive usando termos nada elogiosos, para me referir ao genitor do meu filho - nomeando-o pelo que ele realmente é -. E o tal "advogado" seguiu insensível, sem empatia, grosseiro e constrangedor, com suas ameaças. Iniciou minha ação - a contragosto -, me tratando pior do que um cachorro sarnento. Saí de lá me sentindo um lixo!!!

Chorei muito depois de sair de lá, e reforçando minhas orações a Deus pedindo que aumente meu salário o suficiente pra que eu consiga arcar com TODAS as despesas do meu filho SOZINHA, SEM PRECISAR DE UM CENTAVO daquele pulha, e dessa forma não precisar mais passar por tanta humilhação.

22/08/2024

20/08/2024

 20 de agosto de 2024


Uma simples ida ao centro da cidade, pra resolver um problema, e uma avalanche de sentimentos e reflexões foram despertadas. Foi o que aconteceu ontem, quando fui ao centro do município onde moro, retirar uma encomenda na agência dos Correios. E falo sem exagero algum.

Retomei meus estudos para concursos públicos praticamente tão logo me separei, pois tenho o objetivo de aumentar minha renda, tanto pra recuperar minha automomia financeira - o grande e verdadeiro objetivo por trás disso -, quanto pra melhorar minha renda e assim poder proporcionar conforto pra mim e pro meu filho, bem como uma vida tranquila e todos os prazeres e oportunidades pra nós. Sobre a autonomia, tem a ver com a situação que saí do casamento - que foi uma relação abusiva: endividada e praticamente falida, além de querer não precisar da pensão alimentícia que o alecrim dourado só paga porque a justiça o obriga; quanto à melhoria da renda, que trará o conforto, a tranquilidade, o lazer e os prazeres que eu e meu filho merecemos... é algo emocional, que também aquece o coração.

Nesse momento, estou estudando para o Concurso TSE Unificado, e comprei material de estudo pra ele, via internet. Foram feitas tentativas de entrega na minha casa, e como não tiveram sucesso, foi enviado para os Correios do município onde moro, e precisei ir buscar. E é aí que a tal "avalanche de sentimentos e reflexões" entram. Até 2 anos atrás, eu não conseguia fazer isso, já que o então meu marido, sob o pretexto de "cuidar de mim" - hoje sei e entendo que fazia parte do processo de abuso -, não me deixava ir sozinha a nenhum lugar. Como já fazia muito tempo que eu estava inserida nesse contexto, já tinha desaprendido a andar e me virar sozinha nos lugares.

Então, quando me vi andando e me virando sozinha em pleno centro da cidade... senti uma felicidade imensa, uma sensação de liberdade e autonomia - nesse quesito - que há muito não experimentava. E me peguei pensando que, há não muito tempo atrás, era inconcebível pra mim fazer o que eu estava fazendo: indo ao centro da cidade resolver meus próprios problemas, e me movimentando com autonomia, segurança e autoconfiança.

Pode até parecer algo pequeno, bobo, sem valor ou importância; afinal, todos os dias as pessoas andam, se movimentam e resolvem problemas no centro das cidades. Mas quando se esteve dentro de um relacionamento, no qual NADA era permitido ou podia sequer ser pensado, e se conseguiu sair desse contexto VIVA - quando muitas sequer conseguem sair, ou saem sem vida -, estar cuidando da própria vida, resolvendo os próprios problemas, indo e vindo autônoma e livremente... é um super motivo de comemoração, e também de reflexão.

Hoje, depois de 2 anos livre daquele que, ao invés de alguém em quem eu posso confiar, foi um abusador que me destruiu, minou e esvaziou de todas as formas e em todas as áreas da minha vida, cada pedaço dela que ganho de volta, ou reforço, me faz sentir feliz, e também pensar no que posso fazer ou seguir fazendo tanto pra manter livre, quanto pra não me deixar aprisionar novamente. Tenho uma vida infinitamente mais feliz e tranquila, mesmo ainda não estando totalmente reorganizada - a cada dia me aproximo mais disso -, e meu desejo é poder, de alguma forma, ajudar outras mulheres que estejam nessa situação, ou que como eu já estiveram, a saírem, buscarem a cura e terem uma vida feliz e cada vez mais plena, como a minha. Porque SIM, É POSSÍVEL!!!

08/08/2024

08/08/2024

 08 de agosto de 2024


A vida é feita de decisões. E nos últimos 2 anos, venho tomando algumas muito importantes, que mudaram a minha vida pra muito melhor. No entanto, acredito que nenhuma delas foi mais importante do que aquela que tomei há algumas semanas, e que verbalizei na terapia: não vou me permitir mais gastar energia e emoções com o narcisista do qual me libertei, há quase 2 anos.

Até esse momento, eu vinha num movimento que só fazia me atrasar, me desgastar emocionalmente: sempre que eu precisava lidar com narcisista abusador do qual me libertei - e que também é pai do meu filho -, para resolver questões práticas relacionadas ao filho que temos juntos, era um dia no qual eu não conseguia fazer mais nada, tamanha a energia que eu despendia nesse processo. E não era apenas energia mental, mas também, e principalmente, emocional. Eu sempre ficava cansada física e mentalmente, e as crises de depressão e ansiedade sempre e invariavelmente aconteciam.

Tinha a percepção clara disso, e queria mudar; mas estava tentando fazer isso do jeito errado: queria encontrar estratégias pra me blindar emocionalmente, pra que esse desgaste não acontecesse. Embora isso fosse louvável, não era a melhor opção; e eu, simplesmente, não conseguia perceber, e insistia no movimento. Buscava formas de driblar o desgaste, pra não ficar rão cansada, e não conseguia enxergar que o caminho era tomar uma decisão cirúrgica, que me devolveria o que ainda faltava de controle sobre mim mesma.

Então, mesmo tendo me livrado dele fisicamente, emocionalmente eu ainda não estava totalmente livre, já que ele ainda conseguia abusar de mim psicologicamente, com cada atitude, comportamento e estratégia de pressão e coação que ele sempre usou, principalmente a mais clássica: meu filho. Foi assim durante quase 2 anos, até a chave virar e eu entender que o mal-estar pelo qual eu passava só estava acontecendo PORQUE EU ESTAVA PERMITINDO. SIM, ERA EU QUEM ESTAVA PERMITINDO que ele abusasse psicologicamente de mim, a cada vez que reagia, chorava e/ou me entregava ao cansaço físico e ao desgaste energético e emocional, que desencadeava as crises de depressão e ansiedade.

E finalmente, tomei a decisão: TIREI DELE O PODER QUE EU MESMA ESTAVA CONCEDENDO, com cada reação, grito, lágrima e perda de equilíbrio, bem como ao cansaço físico e emocional aos quais me entregava diante de cada ato dele. No entanto, retirado o poder, ainda restava uma questão: como, ou onde, eu descarregaria isso? A resposta estava diante de mim: escrevendo, colocando pra fora em palavras o que e como me sinto. E é isso que estou fazendo aqui, nesse diário virtual particular, no sentido de que não o divulgo pra ninguém, nem uso estratégias para que outras pessoas saibam dele.

Decisão tomada, aqui estou eu: LIVRE, DISPOSTA, FELIZ, REAL E TOTALMENTE DISPONÍVEL PRA CUIDAR DA MINHA VIDA E ME DEDICAR A TUDO AQUILO QUE PEÇO A DEUS E QUERO CONSEGUIR. Voltei a escrever, tanto pra mim quanto pro mundo; retomei a produção de conteúdo que vinha fazendo como projeto pessoal de médio e longo prazos; e estou realmente me dedicando ao objetivo de ser aprovada em um concurso público que aumente minha renda (esse sim, o grande objetivo que tenho, ligado à recuperação da minha autonomia financeira, pois embora seja independente, não sou autônoma, e são coisas diferentes).

Também vou estudar mais sobre relacionamento abusivo e transtornos de personalidade, mais especificamente narcisismo e psicopatia, tanto pra entender minha própria jornada, quanto pra cumprir o que sinto como sendo meu propósito: ajudar outras mulheres que, como eu, estiveram em relacionamentos abusivos, a superar; e àquelas que estão, a sair e reconstruir a vida. Também quero ajudar mães solo como eu, que trabalham fora e dentro de casa e precisam lidar com ex abusivo que também é pai dos seus filhos.

Estou focada, e animada pra seguir meu caminho em nova fase: dedicada a mim, aos meus projetos e desejos.

09 de junho de 2026

 Não mudei e mudei. À primeira vista, pode parecer incoerente e sem sentido, mas quando se desenvolve o pensamento... logo se percebe que si...