Limites... Uma palavra pequena, mas que significa tanto, e faz tanta diferença na vida!!!
Impor limites, em todas as relações e situações, é antes de tudo definir até onde nós mesmas somos capazes de ir e conseguimos aguentar, segurar a onda sem perder o controle. Mesmo assim, é muito difícil de fazer, porque é difícil, também, de identificar. Pelo menos, quando não nos conhecemos.
Durante uma vida inteira, eu não soube quais eram os meus limites pois, como não sabia quem eu era, como eu podia saber até onde era capaz de ir, o quanto conseguia aguentar e segurar a onda? O resultado, foi toda uma vida de desrespeitos, desgastes e sofrimento. Mas o jogo virou quando realmente decidi me conhecer, e hoje, numa conversa com alguém de quem gosto muito, me dei conta disso.
Levantei a questão de limites com ele, e imediatamente percebi que, quanto mais o tempo passa, mais conheço os meus, por mais que eles mudem e/ou se autoajustem. Hoje, por mais que eu seja dedicada ao meu trabalho, por exemplo, sei que o limite dessa dedicação vai até onde não interfere, ou invade, minhas maiores prioridades: minha vida pessoal e o meu filho. Exatamente nessa ordem, porque sei que, se não cuido de mim, não consigo cuidar de quem quer que seja.
Isso significa que, qualquer coisa, seja um trabalho, um projeto sendo executado ou uma pessoa, só ocupa o meu tempo até onde não me impede de cuidar de mim mesma e de cumprir meus deveres como mãe, com o meu filho; a partir daí, todo o resto espera. Quem não pode esperar, sou eu e o meu filho.
Claro que existem decisões que preciso tomar, e vou tomar cada uma delas. A diferença entre mim e qualquer outra pessoa, é que só as tomarei, cada qual, em seu devido tempo, que é quando cada limite chegar; nem antes, nem depois. Porque antes, é precipitação; depois, é ferimento desnecessário. E corte que eu mesma produzo, tenho mais controle sobre.